Cada vez mais próximo! Finalmente, o trailer de ‘Vingadores: Guerra Infinita’ está entre nós. O vídeo foi liberado hoje no programa GMA e já está disponível em HD no canal oficial da Marvel Studios. Confira:

SSBR004.jpg SSBR005.jpg SSBR010.jpg SSBR017.jpg

INICIO > FILMES | MOVIES > AVENGERS: INFINITY WAR (2018) > TRAILER 1 SCREENCAPS

Sebastian apareceu de surpresa em uma exibição especial do sneak peek de 15 minutos do filme “Doutor Estranho”, onde ele fez a introdução da cena para o público presente na sala IMAX. Confira o vídeo legendado:

Nos extras do filme ‘Capitão América: Guerra Civil’ estão disponíveis áudio-comentários feitos pelos diretores Anthony e Joe Russo e pelos roteiristas Christopher Markus e Steve McFeely . Confira o que foi dito por eles nas cenas de Bucky, sobre o personagem e também sobre o Sebastian:

Joe: Vamos falar um pouco sobre a história de Bucky.
Markus: Ele passou por dificuldades, e isso (cena inicial do filme) é apenas uma pequena amostra de como era ruim ser o Bucky.
Joe: Do que ele passou quando estava preso.
McFeely: É um exemplo… apenas um modo de iniciar os vários enredos que tínhamos em mente. É um flashback que inicia o filme, o que te obriga a “viajar no tempo”; nós tentamos iniciar de outros jeitos, mas esse foi o melhor.
Markus: Também gastamos um tempo com o objeto que ‘ativaria’ o Soldado Invernal, o caderno vermelho. Nós queríamos conectá-lo com o que está acontecendo agora (a tortura), assim como a cadeira de controle cerebral de Capitão América: O Soldado Invernal. Fizemos esboços com eles atrás de algo
chamado de “coroa cerebral”. Era basicamente aquela coisa que está sobre a cabeça dele. Então alguém, muito esperto, disse: “Não pode ser só um caderno com algumas palavras?”.
Anthony: Querem falar sobre a sequência de palavras? Joe e eu somos muito perguntados sobre isso.
Markus: Foram deliberadamente escolhidas. Tudo o que elas dizem é o título de um futuro filme da Marvel.
McFeely: Escolhemos palavras russas que soavam… interessantes. Tinham um certo peso. Mesmo quando você somente lia elas, elas não pareciam suaves.
Anthony: Então vocês pensavam no som delas em russo?
McFeely: Um pouco, sim.
Markus: Mas também como soavam em inglês. Pra você pensar que estava assistindo algo legal.
Joe: Então, essa cena (do carro) é provavelmente uma das mais subversivas que fizemos no filme.
Markus: Destruímos um lindo Cadillac vintage. Partiu meu coração.
Joe: Esse ponto do enredo, que precisamos tornar verossímil, era na realidade a cena central do filme. Não era apenas sobre quem estava dentro do carro, mas o que estava no porta malas. Esses pacotes de gel azul iriam virar um tema importante. O que é uma estrutura tradicional pra filmes de super heroi. Porque eles formam super soldados. Muito trabalho foi feito em… nós tentamos muito equilibrar Tony e o Capitão no filme. Que seus pontos de vista fossem igualmente representados.

(…)

Anthony: Joe e eu usamos muitas referências pra dirigir o filme, não para apenas nós dois, mas para a audiência. Uma das cenas mais estranhas desse filme foi essa cena (do apartamento), onde perguntamos para nosso diretor de cenários como poderia ser a aparência, iluminação, etc., do apartamento. Ele mencionou um vídeo, ‘Turn Down For What’, e foi essa a técnica de iluminação que usamos nessa cena. Mas o tom do vídeo não podia ser mais diferente do que estamos vendo aqui. Mas em termos visuais, funcionou perfeitamente.
Joe: O conceito é de que Bucky está obviamente escondido. É uma casa temporária, da qual ele sabe exatamente como pode escapar, já pensou nisso milhões de vezes. Ele mantém uma mochila pronta embaixo de tábuas; ele sabe que caminho tomar se alguém entrar pela escada, e também se entrarem pelo telhado. Tem jornal nas janelas para ele não ser visto lá dentro. Ele sabia que a hora chegaria, por isso quando ele tira a luva, ele diz “Sempre termina em luta”. Ele está emocionalmente preparado para isso.
McFeely: Elogio completamente a atuação de Sebastian nessa cena, é incrível. O modo como ele consegue retratar um personagem tão abatido, tão ferido, tão cauteloso, apesar de ainda haver algo vivo dentro dele. É incrível.
Markus:Outra coisa difícil foi acertar a consciência de Bucky nesse filme. Porque ele é pelo menos umas 3 pessoas diferentes, no mesmo filme. Tem esse Bucky que não está totalmente ligado ao seu passado, mas está de algum modo preso nas memórias do que ele fez, não realmente lembrando da vida que tinha antes.
Joe: E totalmente energizado.
Markus: Há o Bucky “exterminador”, assim que Zemo o transforma em Soldado Invernal em Berlim. E tem um Bucky mais aberto, quando ele acorda com o braço preso. Porque então ele lembra lá mais do que lembra aqui, nesse momento da luta.

Joe: Outra ótima sequência com que Chad e Dave nos ajudaram é a da escada, que nós sabíamos… nós fomos numa busca, acho que encontramos um prédio na Alemanha, que iríamos usar para parecer a Romênia. Acho que era em Berlim… não, era em Halle. Então nós literalmente copiamos a escada desse apartamento em Halle, reconstruímos ela em estúdio, porque quando Anthony e eu entramos lá nós pensamos ‘Poderia haver uma cena de luta incrível nessas escadas.’ É muito apertada, tem 12 andares. Achei que seria muito como uma corda bamba. Se Bucky tivesse que fugir pela porta, como ele escaparia do apartamento? Muitas vezes, o modo que fizemos sequências de ação era apenas sentar em uma reunião e falar delas de um modo muito lógico. O que você faria se fosse um super soldado em fuga com um braço de metal, sabendo que se pudesse chegar no oitavo andar, poderia pular de um prédio para o outro? Por isso ele atira a mochila pela janela. Ele sabe EXATAMENTE onde está indo. Ele sabe que precisa chegar no túnel, pois se livraria dos helicópteros. Ele pensou previamente em tudo. É um plano de fuga muito lógico pra ele, ele só não contava com o Pantera Negra.
McFeely: Nós não construímos 12 andares de escada realmente. Fizemos quatro. E tela verde em baixo, pra parecer mais alto no set.

(…)

Anthony: Nós usamos muitos efeitos especiais no filme. Mas devo dizer, ESSA CENA (Bucky pegando a moto) não é uma delas. É um cara real, pegando uma moto real. Foi filmada pelo mesmo cara que filmou a perseguição de carro de Nick Fury em The Winter Soldier.
McFeely: Ele é responsável por coisas lindas em Velozes e Furiosos.
Anthony: Ele é o melhor com carros. Adoramos filmar com ele, e ele ajudou a tornar essa sequência muito especial.
Joe: Ele precisa ser reconhecido pelo trabalho em CA: TWS e aqui. São sequências muito dinâmicas e complicadas.

Markus: Ok, novamente a lógica entra nessa cena. “Se Bucky se livrasse do Pantera Negra nessa hora, qual seria a opção de T’Challa?” Se Sam passar voando, ele o usa. “Bucky, o que há na mochila?” O que há na mochila são bombas, para que Bucky explodisse parte do telhado para impedir que todos o perseguissem. Então certamente Sam não poderia voar por ali. Ele pararia. E isso faria o Pantera avançar. É um processo muito meticuloso e detalhado, resolver essas cenas de ação.
McFeely: Qual a coisa mais inteligente que os personagens podem fazer nessas situações? A ação revela o personagem. Você não pode ter cenas em que um personagem vence 17 vezes e outro perde 17 vezes. Todos tem seus momentos e no fim chegamos onde precisamos.
Markus: É uma das minhas reclamações sobre adaptar quadrinhos pro cinema. Os personagens perdem muito de suas habilidades, para podermos distribuir eles igualmente em cena. Como manter o nível das habilidades deles e ainda assim impedir que eles matem um ao outro?

(…)

Markus: Essa cena é interessante pois também apareceu em Homem Formiga.
McFeely: Uma parte dela.
Markus: Foi especialmente feita pra Guerra Civil, mas quando Kevin a viu, ele pensou que seria uma boa pós-créditos pra Homem Formiga, sem realmente entregar nada sobre o nosso filme.
Anthony: Existe uma frase no meio cinematográfico que diz: “A câmera ama o rosto dele”. Ela define essa tomada do Sebastian, com essa discussão.
Joe: Está aí novamente o Sebastian interpretando outra versão do personagem. Até mais emotivo, levemente diferente do cara naquele apartamento. E bem diferente do cara que está agora na moto (nos flashbacks).
Anthony: Nós só destruímos o Cadillac uma vez. Filmamos de vários ângulos.
Markus: Nós vemos mais coisa nesse flashback do que vemos no começo?
Anthony: Sim. Nós entramos na sequência.
Markus: Ah, certo.
McFeely: Essa na cena é a dublê da Scarlett. Esse é Jackson, o dublê do Capitão. Aaron, dublê do Falcão aparece daqui a pouco.
Anthony: Esse é Karpov. Apareceu mais cedo no filme sendo afogado na pia.
McFeely: Não se apeguem a ele.
Joe: O modo como filmamos essa cena foi para dar um horror visual. Como um filme de terror. Queríamos que a audiência acreditasse que esses personagens seriam fortes o suficiente pra dar trabalho para os nossos herois no terceiro ato.
McFeely: Foi uma grande enganação que fizemos. Você tem que conhecer eles por causa do terceiro ato.
Joe: Você precisava sentir a ameaça e a violência deles para que seu cérebro te enganasse. “Ah, isso é obviamente onde o filme nos levará. Um confronto entre esses personagens.” Especialmente porque o Bucky apanha de um deles na sequência. Então sua mente pensa, “Meu Deus, eles são mais fortes que o Soldado Invernal”… Mas nada disso tem a ver com o filme. A surpresa é porque na verdade eles estão mortos quando os herois chegam lá. O que buscamos em um nível emocional é que você esteja confuso, para que na cena de revelação para o Tony, você esteja desestabilizado, mais ou menos como Tony vai se sentir.
McFeely: Se coloque em todas as posições. O terceiro ato dos filmes da Marvel foram semelhantes e causaram o mesmo tipo de efeito colateral, mas ESSE terceiro ato será diferente, então se disséssemos que você verá apenas pancadaria, estaríamos sendo hipócritas. Nesse sentido, não conte com isso.

(…)

McFeely:“Pode mover o banco pra frente?”
Anthony: Pois é. Esse é o valor da Marvel. A interação entre os personagens. Como o Visão cozinhando, quando você vê esses personagens poderosos em situações bem humanas, isso tende a ser engraçado.
Markus: Aqui temos o segundo beijo de Steve em sua carreira como Capitão América.
McFeely: Em cena.
Markus: Sim. Em cena. Tenho certeza que ele já aprontou muito.

(…)

Anthony: Paul Rudd é um ator maravilhoso. Ele é criativo, experimentando coisas o tempo todo. Joe e eu trabalhando muito com esse tipo de ator em nossas comédias, e ele tinha muito bom material nessa cena, foi louco. Nessa cena que ele encontra o Capitão América. Nós demos uma modificada na introdução do Homem Formiga baseada na reação do próprio Paul no primeiro dia no set.
McFeely: Você pode assumir que metade das falas de Paul foram improvisadas e metade estavam no roteiro.
Anthony: A graça foi que naquela mesma manhã, no set, ele falou ‘Nossa, sou um garoto numa loja de doces. Não acredito que estou aqui. Sei que fiz um filme da Marvel, mas eu estava sozinho. E agora estou aqui com Chris interpretando o Capitão, e Sebastian Stan interpretando o Soldado Invernal, e Jeremy Renner…’ Essa energia dele passou diretamente na atuação dele na cena. E começou a moldar seu arco como personagem.

(…)

McFeely: Esse é o final do segundo ato (cena do aeroporto). O final do segundo ato geralmente faz você se perguntar: ‘Qual a pior coisa que pode acontecer aos nossos herois?’. E Rhodey fica paralítico, e os Vingadores estão de fato separados nesse momento. Mas também são 15 minutos de ação que todo fã de quadrinhos quer ver. Em parte, pudemos fazer isso porque sabíamos do final sombrio do filme. É diferente quando se tem um final feliz. O momento sombrio é no final do segundo ato. Estávamos tentando descobrir o quão sombrio seria o final do segundo ato já que o filme em si já terminaria sombrio.
Markus: Acho também que, nessa cena, o que deixa tudo tão divertido é que as pessoas sabem que não é uma luta de vida ou morte. Eles não querem se matar. Eles querem ganhar, derrotar o time oposto, mas ninguém quer morrer ou matar. Isso muda o tom, a constituição da cena. Com exceção do Pantera querendo matar Bucky.

(…)

(Sobre a cena de Steve e Bucky conversando na saída do Quinjet)
Anthony: Você falou antes das pessoas que não viram os outros filmes. Quem está assistindo o filme pela primeira vez. Essa cena é um ótimo exemplo pra isso. Nós mantemos esse momento no filme porque algumas pessoas desconhecem a história desses personagens, não entendem que esses caras cresceram juntos, tem uma amizade profunda.
Markus:E tem 100 anos de idade.
McFeely: Sim. Não enfatizamos isso direito.
Anthony: Também é importante pra lembrar ao público antes da cena seguinte que não em apenas uma luta entre super soldados, mas também em uma luta com Tony Stark,
o motivo pelo qual Steve defenderia Bucky, quando chegarmos naquela cena.
McFeely: Porque eles andaram juntos num caminhão congelado.

(…)

McFeely: Essa cena. Eu lembro do significado dessa cena para Joe e Anthony.
Markus: O modo como Tony chega?
McFeely: Não. O Soldado Invernal atrás do escudo. É tipo “É assim que teríamos feito em 1944.” É ótimo. Como vocês disseram mais cedo, é pra explorar essa ligação, essa amizade e essa conexão que eles tem. Eles trabalhando juntos, isso é memória muscular.
Markus: Exato.
Anthony: Essa cena do ‘Enviado do Mal’ estava no roteiro ou foi Robert?
McFeely: Foi o Robert. O coitado do Bucky fica confuso. Ficou tipo “Não vi isso chegando…”
Anthony: Ele não entende a referência. Então. Tivemos uma grande conversa sobre como incluiríamos T’challa no terceiro ato, porque sabíamos que o arco dele estava incompleto; como poderíamos incluí-lo em algo que era tão pessoal entre Tony, Steve e Bucky? E no final ele acaba fazendo a escolha mais heroica do filme, que é de se abster de matar Zemo.
McFeely: Estávamos dando a liberdade e tínhamos a confiança de que não seria preciso que Steve e Tony enfrentassem o vilão fisicamente. Estaria tudo bem se ninguém batesse nele. Certo? O castigo dele seria simplesmente sobreviver. Que era exatamente o que ele não queria.
Markus: E o mais legal é que quem acaba o enfrentando é o cara que ele mais prejudicou. O cara de quem ele matou o pai.
McFeely: Sim. Isso é legal.
Markus: Em 5 minutos estaremos falando sobre a morte do pai de T’Challa, de Zemo e de Tony. Perdemos muitos pais.
Joe: Nos referimos a esse filme muitas vezes como um terror psicológico e é aqui que fica claro o motivo. Quando eles entram ali e vêem os soldados mortos, é desconcertante. Os momentos principais do filme ativam a psicologia dos personagens e as escolhas que eles fazem. O Soldado Invernal é um suspense político. Esse é psicológico. E é suspense porque você não tem ideia do plano do vilão durante o filme.
McFeely: E o plano inteiro dele era simplesmente dar play numa fita de vídeo.
Markus: O que é fantástico.
McFeely: Vejo muitas críticas falando que é muito conveniente Tony aparecer ali para ver a fita no momento que ele planejou, mas sinceramente…
Markus: Ele tinha a fita. Ele podia tocá-la em qualquer lugar. Poderia ter até enviado.
McFeely: Em algum ponto ele contaria pra Tony que Steve esteve mentindo pra ele e que o melhor amigo de Steve matou seus pais.
Joe: Se Tony não tivesse aparecido ali na hora, ele teria saído pelos fundos e sumido com a fita e encontrado um novo dia pra executar seu plano.
McFeely: Ele é paciente.
Markus: Felizmente as pessoas julgam os filmes pelos pontos fortes.
McFeely: Apenas encurtamos o tempo pra conseguirmos o que queríamos.
Joe: E ele está numa missão suicida. Ele está decidido a dar sua vida para atingir seu objetivo.
Anthony: Esse é o tipo de cena em que os diretores tem que ser muito sensíveis com os atores. Porque a atuação de Downey enquanto via essa fita é muito complicada, é sensível e emocional, você tem que ser muito específico nas tomadas, não pode pedir pro ator se expor emocionalmente assim.
McFeely: Tem que planejar fazer isso poucas vezes.
Anthony: Exato. Não se pode repetir isso muitas vezes.
Joe: E ele nem estava vendo nada. Era uma tela verde. Não tínhamos filmado a cena do Soldado ainda. Eu estava do lado dele com o roteiro apenas lendo o que dizia lá.
McFeely: Lembro que você também exagerou desnecessariamente. “ELES ESTÃO GRITANDO! ELA ESTÁ IMPLORANDO PELA SUA VIDA!”
Joe: Tentei encorajá-lo emocionalmente.
McFeely: É ótimo.
Anthony: Existe algo muito brutal no fato de Bucky ter estrangulado a mãe de Tony com sua mão humana. Fomos intencionalmente descritivos visualmente com essa cena porque queríamos que o público sentisse o que Tony sentiu ao ver a fita. E percebesse que o personagem amado por muitos, o Soldado Invernal, tem uma história muito bruta e sangrenta. E ele vai pagar por esses crimes.
McFeely: Sim. Sendo ele (Bucky) vítima ou não, e eu diria que ele é, não muda o fato de ele ter sido quem fez aquilo. Não podemos culpar Tony por ter surtado nessa cena, seria preciso ser um homem extremamente forte pra ouvir os argumentos naquela hora. Ele não estava pensando direito. Foi difícil engolir aquilo.
Markus: Esse momento do “Você sabia?” é muito controverso no filme.
McFeely: Sim. Adorei o jeito como saiu mas não tive certeza se todos aceitariam.
Joe: Foi um longo processo, uma luta enorme pra incluir no filme o fato de que na única vez que Steve Rogers… digo, ele não mente, mas ele esconde a verdade, deliberadamente, é porque o instinto dele sabia que esse seria o modo como as coisas terminariam.
McFeely: Foi a coisa mais complicada que ele fez em 5 filmes.
Markus: E a mais equivocada, provavelmente, porque você pode…. porque Tony interpreta como uma traição a relação que eles tem. Uma quebra de confiança. O que realmente é mesmo. É tão bom pegar esse cara e extrair um momento tão humano de Steve Rogers, sabe? E Steve também tem um ponto cego quando se trata de Bucky.
Anthony: É verdade.
Markus: É tipo, ‘não quero encarar o fato de que ele provavelmente fez isso.’
Joe: Como todos fazem com sua família. Existem laços emocionais que ultrapassam a lógica. (…)
Joe: Nesse momento nós nos perguntamos: ‘Como o Soldado Invernal e o Capitão conseguiriam derrotar o Homem de Ferro?’ ; bem, a coisa sobre o Cap é que ele é, de longe, o personagem mais técnico de todos. Você vê que a primeira coisa que ele faz quando Tony se afasta dele é desativar a bota. O que desestabilizaria o vôo.

McFeely: É o único modo da sequência funcionar. Mais uma vez, ele está usando o ambiente disponível. É uma antiga base russa dominada pela Hydra, existe um enorme silo.
Joe: Tony é um heroi mecanizado. Você pode reduzir o equipamento dele e ao mesmo tempo a habilidade dele, mas ele ainda pode funcionar analogicamente.
McFeely: Ele usará a força aqui.
Anthony: Ele realmente quer matar Bucky com as próprias mãos nessa cena. É o processo mental que estamos acompanhando; o motivo pelo qual ele ficou tentando se aproximar do Bucky. Ele queria ouvi-lo admitir que ele tinha feito aquilo, queria fazê-lo sofrer.
McFeely: Isso é o que importava. O objetivo era apostar tudo sem pôr em risco milhões de pessoas. Pessoas com quem você se envolveu correm risco. A esperança é que dê certo, porque você investiu em 12 filmes.
Markus: Também há muitas camadas aqui. Ele também quer ferir Bucky pra assim atingir Steve. Porque Steve o deixou na mão. Você ama tanto uma coisa? Vou tirá-la de você.

(…)
(Sobre a luta tripla com o escudo)
Joe: Essa sequência foi a mais brutal que fizemos no filme. É muito complicado porque se eu sou fã de Cap e Bucky, é um momento violento pra mim. Se sou fã do Homem de Ferro, então é um horror.
Markus: O Soldado Invernal vai salvar os dois.
McFeely: A música lírica aqui é linda.
Joe: Tem influência russa na música. Sua qualidade, seu tom.
McFeely: Isso (Tony atirando no escudo) vem direto dos quadrinhos, não é?
Anthony: Parte do que fazemos em estúdio é imprimir algumas artes e colá-las na parede, como momentos arquetípicos, momentos importantes onde queremos chegar. Essa cena tirada nos quadrinhos esteve colada na parede desde o primeiro dia.

(…)

Anthony: Essa carta é puramente o personagem do Capitão. Ele é o tipo e cara que, não importa o quão ruins as coisas fiquem, ele sempre vai admitir sua participação no problema, naquele erro. Ele é bom em processar suas emoções.
McFeely: E ele não está se desculpando por defender o Bucky. Está se desculpando por mentir pro Tony.
Anthony: Por esconder aquela informação. Ele é muito específico.

NOTA: Enquanto fazíamos a transcrição do áudio, podemos ter confundido as vozes e na pressa, errado sobre a pessoa que disse algumas frases. Relevem! <3 

Sebastian concedeu nova entrevista ao The Daily Beast, na qual comentou algumas fanarts ‘Stucky’ (Steve e Bucky), falou sobre Batman vs Superman e Guerra Civil. Confira a matéria completa:

Se Sebastian Stan já passou horas pesquisando na vasta e muito detalhada rede de fan arts dos Vingadores que existe para a eternidade na internet, ele faz um trabalho explêndido escondendo isso em uma tarde recente em Los Angeles.

O ator, 33, abre um sorriso manhoso quando falo dos infinitos modos nos quais os fãs do Capitão América imaginaram a ardente amizade entre Cap e Bucky Barnes, amizade de décadas que alguém poderia discutir que desabrochou em amor no novo filme ‘Guerra Civil’. Ofereço a Stan um vislumbre de uma fan art, na qual Bucky se enrola na cama, abraçado a um ursinho do Capitão. “Quero dizer, esse sou eu com um ursinho,” ele diz. “Que legal.”

Uma outra retrata uma cena de Steve e Bucky se beijando apaixonadamente em uma cama. “Isso é —nossa. Pesado.”

E finalmente, antes de seguir para outro tópico, um desenho adorável dos dois dormindo em paz, com o braço biônico possessivamente em volta do torso de Steve.

“Isso é bem legal,” ele sorri. “Ei, cara,” ele encolhe os ombros, com um traço brincalhão nos olhos. “As pessoas vêem esses filmes com todo tipo de pensamento.”

“Minha coisa preferida foi aquela música do Daft Punk,” ele adiciona. “Up All Night to Get Bucky!’ Isso foi ótimo. Foi realmente ótimo.”

Depois de interpretar o melhor amigo de Steve em dois filmes do Capitão América e em Homem-Formiga, Stan ganha um enorme tempo na tela em Guerra Civil, no qual o traumatizado ex-assassino se encontra no meio dos conflitos internacionais que coloca os Vingadores um contra o outro e o mundo contra seus super herois. Finalmente vemos o lado torturado do Soldado Invernal enquanto ele aparece e desaparece nas sombras, seus longos cabelos escondidos em um capuz como um viajante europeu. Quando Bucky é acusado de um ato terrorista, seu amigo Steve o defende. E um novo capítulo no destino dos dois começa.

“Eu não acho que ele saiba expressar suas emoções,'” Stan diz. “É como o filme Taxi Driver. Ele é alguém muito sozinho. É meio deprimente! Ele é alguém juntando os pedaços de sua vida e lidando com uma doença pós-traumática. Ele está paranoico, porque não sabe se está sendo seguido ou observado. Ele não confia em si mesmo porque está aprendendo sobre tudo o que fez e não lembra. Está muito isolado e meio assustado como um animal. Ele está apenas perdido.”

“O que ele aprende,” Stan adiciona, “é que a sua única pessoa e esperança é Steve Rogers. Porque Steve é o único cara que o manterá vivo.”

Talvez, eu ofereço, isso seja porque Steve o ama.

“Claro! Ele é sua única família. Esses caras tem 99 anos,” ele ri. “Não é incrível pensar desse modo? São dois caras deslocados em um mundo totalmente diferente, eles não têm ninguém, foram arrancados de seus passados. Eles nunca tiveram escolha. Certamente, Bucky nunca teve uma. A ideia dele era ‘Estou indo pra guerra, pois isso é o que devo fazer pelo meu país, e depois voltarei e começarei uma vida’—mas ele nunca pôde.”

Stan imagina que Bucky teve um ajuste muito difícil na vida, um homem forçado a entrar no século 21 lutando com o tormento existencial que ele estava sob o controle de vilões. As maiores lutas de Bucky, Stan supões, são suas habilidades com as pessoas. “Não que ele necessariamente sequer lembre os anos 1940, mas era diferente,” ele diz. “As pessoas agora agem diferente, usam tecnologia, acho que isso pra ele, tarefas diárias como ir ao supermercado pegar comida, assistir filmes, ir ao museu — tudo isso, acho que são coisas que ele provavelmente está fazendo sozinho.”

Bucky vai sozinho ver filmes?

“O que mais ele pode fazer?” Stan sorri. “Não sei se necessariamente ele compra um café e relaxa no domingo lendo um jornal,” ele adiciona. “Acho que ele deve ler as notícias e falando ‘Porra—que porra tá acontecendo nesse planeta? Onde estou? Quem eu sou?’ Mas eu diria, sim, que ele está tendo momentos difíceis.”

Stan considera os temas políticos mais profundos do filme—como negociamos os custos de guerra e a paz em escala internacional, dentro do contexto de uma sequencia de super herois.

“Não dá pra evitar pensar em como isso se aplica nas nossas vidas atualmente,” Stan oferece. “Mas nossos trabalhos são focar nos personagens e seus objetivos. Acho que é mais o trabalho dos escritores e diretores mostrar pra audiência ‘Ei, isso te faz pensar sobre como seria se o governo lesse seu celular? Como pessoas com muito dinheiro e poder ou acesso a armas nucleares são permitidas a atuar livremente, ou não?'”

“Nem posso dizer quantas vezes vi uma pessoa sem teto em Nova York, e quando lhe dou alguma coisa, escuto que é um veterano,” ele diz. “Acho que Bucky representa uma dessas pessoas que voltam e não sabem como retomar a sua vida, e é isso que o filme significa pro meu personagem. É tipo, ‘E agora? Pra onde vou daqui?'”

Stan dá a Guerra Civil uma crítica brilhante. Sua cena favorita, ele diz, é uma que ele compartilha com Anthony Mackie, o Falcão, enquanto os dois amigos de Cap estão em um banco de um carro. “É como 48 Horas, Nick Nolte e Eddie Murphy— é como eu vejo,” ele diz. “Eu, particularmente, gostaria de um remake com nós nois. Só estou dizendo. Nós podíamos fazer 50 Horas juntos.”

Ano passado, após Zack Synder soltar alguns golpes no Universo Cinematográfico da Marvel, Stan golpeou de volta defendendo o MCU. “Digo, os Russos estão pegando algo que as pessoas são acostumadas e moldando de um modo diferente,” ele disse ao Collider. “Eles não estão tentando imitar um filme melhor que Christopher Nolan ou algo assim.”

Agora que nós já vimos Batman v Superman e Guerra Civil, peço a Stan uma pequena crítica ao concorrente.

“Eu vi Batman v Superman,” ele diz sorrindo, “e eu gostei.”

Enfatizando positivamente, ele ecoa os sentimentos de muitos fãs da DC. “Acho que visualmente foi insano. Acho que Ben Affleck foi um Batman incrível. Aquela sequência de luta que ele teve com os caras, aquilo foi demais. Até  Jesse Eisenberg me fez rir em alguns pontos.”

“Acho também que a DC está em um ponto, na minha impressão, que estão querendo chegar na Liga da Justiça. Eles querem chegar no ponto de todos lutando juntos. Acho que o melhor jeito de pular pra isso foi dar o que muitas pessoas queriam ver faz tempo: Batman vs. Superman, dois dos maiores super herois da história lutando um contra o outro.”

“Mas,” ele adiciona, “Eu trabalho na Marvel, cara.”

Recentemente, Sebastian Stan respondeu algumas perguntas sobre o filme “Captain America: Civil War” para a revista oficial da Civil War, confira:

“O que podemos esperar do Winter Soldier na guerra civil?”
Sebastian: Fiquei animado quando li o roteiro. O WS está meio dividido nesse filme. Você vê flashes de Bucky Barnes e quem ele era, as coisas estão voltando a ele. Ele está aprendendo sobre si mesmo. E ao mesmo tempo, ele não é mais aquele cara. Ele sempre terá aquela sombra do Soldado Invernal transparecendo. Quando você lê o roteiro, você nunca sabe pra onde ele penderá. Ele pode voltar a ser o Soldado Invernal. Ele pode ser Bucky Barnes.

“Porque seu personagem é tão próximo de Cap?”
Sebastian: Ele aprende sobre seu passado muito como um estudante aprende uma matéria. Ele ainda não sabe como se sente com a situação toda. Ele só percebe que o Capitão é, de alguma maneira, sua única esperança. É a única família que ele tinha, e a única outra pessoa também fora de seu lugar e tempo. Ele percebe que precisa dele. Os dois caras estão lidando com sérios problemas com a culpa. Steve está assombrado pelo fato de não ter ido atrás de Bucky quando ele caiu do trem. Bucky está aprendendo sobre a máquina de matar que ele era, e o quanto dano causou durante os anos.

“Qual o seu momento favorito no filme?”
Sebastian: Gostei muito dos flashbacks. Amo o fato de vermos mais a fundo o que aconteceu com o Soldado Invernal, como o mundo foi para com ele. Também amei as cenas ambíguas em que eu transitava entre Bucky e o Soldado Invernal. Sempre foi divertido e desafiador. Só posso dizer que você sente melhor o quão louco e perigoso o Soldado é nesse filme.

Foi liberada a cena completa da perseguição que aparece nos trailers de “Capitão América: Guerra Civil”, em que Black Panther aparece correndo atrás de Bucky, seguido por Steve. Confira: